Ocupa Cacilda!

Delírio

Como se estivéssemos sonhando sonho, assim se apresenta o mundo mágico que Ângelo Madureira cria em seu solo DELÍRIO.

O espetáculo se inicia literalmente como um sonho, Ângelo luta em sua cama, não querendo se entregar ao estado de sono, mas, logo como Puck, sua diversão se inicia nesse ambiente entre o estar acordado e o estado de sono, Ângelo se permite iniciar sua aventura. E em seu sonho Ângelo nos apresenta diferentes elementos de uma dança tão típica do Recife: o frevo. Provindo de uma família cujo legado relativo a essa dança é inegável, o corpo de Ângelo já transpira os movimentos, ele tem gravado em suas pernas e braços a memória do frevo, não só dos movimentos da dança mas de todos os elementos dessa manifestação cultural. Ângelo nos mostra todas as relações e identidades do maracatu..

A pesquisa para o solo se iniciou a partir da seguinte indagação: se o frevo é a dança e o , o que acontece quando eu tiro a música? Ângelo vai desconstruindo os elementos do maracatu ao longo do espetáculo, mas sua desconstrução não torna os elementos descaracterizados, conseguimos perceber o dançarino, o músico, os personagens do maracatu rural, está tudo lá, com ou sem música, com ou sem a representação característica. O artista consegue transformar elementos cênicos de uma forma tão completa que visualizamos perfeitamente cada personagem que ele nos apresenta.

Através de um protagonista com  forte presença de palco, a plateia entra no espetáculo. Todos juntos embarcamos nesse sonho e brincadeira que é o frevo e não queremos mais despertar.