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DELIRIO, ANGELO MADUREIRA
DELIRIO, ANGELO MADUREIRA

DELÍRIO | Grupo Ângelo Madureira & Ana Catarina Vieira

São Paulo/SP | 1999

Apresentações: 11 e 12 de setembro, às 20h
Entrada: R$ 10,00 (inteira), R$ 5,00 (meia)
Duração: 47 min.
Classificação: Livre
Site: www.dancacontemporanea.com.br
Fanpage: facebook.com/Angelo Madureira e Ana Catarina Vieira

Espetáculo solo de Ângelo Madureira, foi criado em 1999, após o processo de pesquisa do solo de Bateria feito através da Bolsa de Pesquisa Rede Stagium, em 1998. Neste experimento, Ângelo Madureira buscou no livro Frevo Capoeira e Passo de Waldemar de Oliveira, conceitos sobre o frevo. Nesse livro, Waldemar cita que o frevo é a música e o passo é a dança. Através desse conceito, Ângelo Madureira desenvolveu o solo de bateria, onde substituiu a música do frevo pelo som do rock progressivo, com esse material surgiu a seguinte pergunta: – Se tirar a música do frevo, o que se dança? Como resultado desse questionamento surgiu o espetáculo Delírio, uma obra lúdica, com características fortes da maneira de representar a dança popular em cena. É sempre difícil identificar o começo de uma história. Para Ângelo Madureira, o seu solo Delírio pode ter nascido sete anos antes da estreia, em um aniversário do Balé Popular do Recife, com a música que dá nome ao solo (composta por seu tataravô Tonheca Dantas) e um personagem criado por seu próprio pai. Mas também poderia ter sido em uma madrugada solitária, um ano depois de chegar a São Paulo, durante a leitura da carta de recomendação escrita pelo pai que guardava nas costas a fábula de um curumim que, após retornar à tribo de origem, não conseguia mais se reconhecer. Essas referências afetivas ainda estão muito presentes, mas de lá para cá muita coisa mudou, sobretudo a partir do encontro com Ana Catarina Vieira. A partir daí, surgiram muitas perguntas e algumas continuam sem resposta: A dança se organiza a partir de um banco de passos ou a pesquisa pode desdobrá-los recriando corporalmente uma historiografia das primeiras formas? Como escapar das classificações que não admitem os entre-lugares? Como sobreviver fora do lastro das etiquetas que garantem a circulação em mercados específicos? Em 2006, Clandestino amadurece essas inquietações e radicaliza a pesquisa, uma vez que, desde 2000, Ângelo e Catarina já haviam fundado juntos uma escola e os confrontos entre a formação de balé clássico dela e da dança popular dele, haviam passado por fases diferentes. — Christine Greiner para Panorama SESI de Dança de 2010.

 

 

FICHA TÉCNICA

Criação, interpretação, figurino e cenografia: Ângelo Madureira  
Direção: Ana Catarina Vieira  
Direção técnica, administração e iluminação cenográfica: Juliana Augusta Vieira 
Assistente de direção e produção: Luiz Anastácio 
Músicas – Delírio: Matinada, Valsa para Bilu, Biu do Pífano, Caldo de Cana, Maracatu Indiano, Mourama, Laursa, Cocão, Kuarupe e A Cobra de Ántulio Madureira, Relembrando o Norte de Severino Araújo.  
Produção, comunicação e assessoria de imprensa: Iara Maria Vieira  
Direção geral: Ana Catarina Vieira

O Grupo Ângelo Madureira e Ana Catarina Vieira é patrocinado pela Petrobras.

 

Fotos: © Inês Correa